Ir para o conteúdo

Molina Tomaz

  • Home
  • Áreas de atuação
    • Direito Trabalhista e Sindical
    • Direito Administrativo
    • Consultoria e Implantação de LGPD
    • Direito Previdenciário Empresarial
    • Direito Regulatório
    • Direito Eleitoral
    • Direito Contratual e Gestão de Contratos
    • Relações de Consumo
    • Direito Penal Empresarial
    • Direito Empresarial
    • Direito Civil
    • Direito Societário
    • Direito Ambiental Empresarial
    • Direito Imobiliário
  • O escritório
    • Advogadas Sócias
  • Conteúdos
    • Blog
    • Notícias
    • Imprensa
    • Covid-19
  • Contato
  • Artigos
  • agosto 22, 2025

LGPD completa 7 anos: 3 coisas que você precisa saber!

LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) completa sete anos desde a sua publicação (agosto de 2018) e cinco anos desde o início da sua vigência (agosto de 2020).

Ao longo deste período, a legislação deixou de ser apenas um marco jurídico para se tornar um pilar estratégico nas empresas brasileiras.

Atualmente, a conformidade com a LGPD não é apenas uma obrigação legal: é um fator que influencia diretamente a reputação, a competitividade e a segurança organizacional.

Neste artigo, vamos explicar três pontos essenciais sobre a LGPD e por que contar com uma assessoria jurídica especializada é indispensável para manter a conformidade e prevenir riscos.

LGPD: o que mudou desde sua criação

A LGPD completou sete anos desde sua publicação e já se consolidou como um marco regulatório essencial para empresas e órgãos públicos no Brasil.

Essa trajetória envolve marcos importantes, desde a inclusão da proteção de dados como direito fundamental até a intensificação da fiscalização pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

1. Da promulgação ao reconhecimento como direito fundamental

A Lei nº 13.709/2018 foi inspirada em legislações internacionais, como o GDPR europeu, e trouxe para o Brasil regras claras sobre coleta, tratamento, armazenamento e compartilhamento de dados pessoais.

Embora publicada em 2018, a vigência começou em agosto de 2020, com as penalidades aplicáveis a partir de agosto de 2021.

Um marco importante ocorreu em 2022: a Emenda Constitucional nº 115 incluiu a proteção de dados pessoais entre os direitos fundamentais.

Isso elevou a LGPD a um patamar constitucional, reforçando seu papel como garantia básica dos cidadãos e dando mais força às ações da ANPD.

Essa evolução demonstra que a LGPD não é passageira. Ela veio para estruturar um novo modelo de governança corporativa, no qual a privacidade é tratada como um valor central.

2. Fiscalização ativa e aumento das sanções

Nos primeiros anos, muitas empresas adotaram uma postura de espera, acreditando que haveria flexibilização na fiscalização.

Esse cenário mudou: a ANPD já está aplicando sanções, e as empresas que não se adequam podem enfrentar multas de até 2% do faturamento, limitadas a R$ 50 milhões por infração.

A fiscalização também evoluiu no detalhamento de regras. Atualmente, existem diretrizes mais claras sobre:

  • Base legal de tratamento — especialmente o legítimo interesse.
  • Transferência internacional de dados — exigindo mecanismos de segurança adicionais.
  • Proteção de dados de crianças e adolescentes — com critérios mais rígidos.

Além disso, órgãos de outros setores, como o Procon e o Ministério Público, também atuam em casos de violação da privacidade, reforçando que a LGPD é de aplicação ampla e transversal.

3. LGPD como diferencial competitivo

A adequação à LGPD não deve ser vista apenas como custo ou burocracia.

Empresas que incorporam a privacidade como valor central fortalecem sua marca e aumentam a confiança do público.

A proteção de dados passou a ser fator de decisão para consumidores, parceiros e investidores.

Um exemplo prático está no setor financeiro, onde instituições que já adotam governança de dados robusta, como políticas internas bem definidas, criptografia avançada e treinamentos constantes, se destacam no mercado.

Além disso, o avanço da tecnologia, incluindo inteligência artificial e big data, exige que as empresas mantenham vigilância constante sobre como coletam e processam informações, evitando riscos jurídicos e reputacionais.

Leia: LGPD: 5 falhas comuns das empresas no cumprimento da lei

Por que contar com uma assessoria jurídica especializada?

A LGPD exige um olhar técnico e multidisciplinar. Muitas empresas tentam implementar ações por conta própria, mas acabam cometendo erros que poderiam ser evitados com orientação profissional.

Uma assessoria jurídica especializada oferece:

  1. Interpretação correta da lei — adequando procedimentos internos à legislação vigente e às resoluções da ANPD.
  2. Análise de riscos — identificando vulnerabilidades e propondo soluções antes que se transformem em problemas.
  3. Elaboração de documentos estratégicos — como políticas de privacidade, termos de uso, contratos e aditivos com cláusulas específicas de proteção de dados.
  4. Treinamento e cultura de conformidade — capacitando equipes para agir corretamente no tratamento de informações.
  5. Acompanhamento de incidentes — garantindo respostas rápidas em casos de vazamento ou uso indevido.

Saiba: Termo de Consentimento da LGPD: como proteger sua empresa contra irregularidades

LGPD: desafios e futuro

Completando sete anos de existência e cinco de vigência, a LGPD ainda enfrenta desafios práticos, como a necessidade de ampliar a conscientização das pequenas e médias empresas e a adaptação constante às novas tecnologias.

A tendência é que a regulamentação avance em temas como:

  • Uso ético da inteligência artificial;
  • Processamento automatizado de dados sensíveis;
  • Cooperação internacional em investigações de vazamentos.

Empresas que se anteciparem e investirem em uma governança de dados robusta estarão mais preparadas para lidar com essas mudanças.

Conclusão

Sete anos depois, a LGPD se consolidou como muito mais que uma obrigação legal, ela é um diferencial competitivo e um componente essencial da estratégia empresarial.

A sua implementação adequada protege não apenas os dados, mas a própria reputação e a sustentabilidade do negócio. Ignorar a LGPD significa abrir espaço para riscos jurídicos, financeiros e de imagem.

Por isso, investir em uma assessoria jurídica especializada é um passo decisivo para manter a conformidade e transformar a privacidade em um ativo estratégico. Saiba mais!

Compartilhar:

Facebook
LinkedIn
Email
AnteriorPreviousPejotização e o futuro das relações de emprego no Brasil
NextMulta contratual x Cláusula penal: entenda as diferenças e evite confusões jurídicasPróximo

Outros Posts

Ex-esposa de caminhoneiro vítima de acidente de trabalho não consegue indenização

Mulher com deficiência será indenizada após segurança de aeroporto impedir uso de cadeira de rodas

Dispensa de trabalhador com câncer às vésperas de cirurgia é considerada discriminatória, decide 11ª Câmara

Fábrica de laticínios não é responsável por parcelas devidas a ajudante de transportadora contratada

Telefônica deve manter plano de saúde de empregada diagnosticada com câncer após aderir ao PDV

Molina Tomaz

Molina Tomaz Sociedade de Advogados 
© 2007 – 2020 Todos os direitos reservados.

Endereço

 Trav. Santo Hilário, 65 – Jd. Bela Vista – Santo André – SP – Brasil CEP 09040-400

Atendimento

De segunda a sexta, das 9h às 18h.
(exceto feriados)

Redes Sociais

Facebook-f Instagram Linkedin-in

Política de Privacidade

  • Desenvolvido por: Wap Integrada ®
    Desenvolvido por: Wap Integrada ®