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3 erros contratuais mais comuns no início do ano. Saiba como evitá-los

erros contratuais

Os erros contratuais cometidos no início do ano estão entre as principais causas de passivos jurídicos evitáveis nas empresas.

A virada do calendário costuma trazer reajustes, renovações automáticas, mudanças legislativas e reestruturações internas.

No entanto, muitas organizações mantêm contratos antigos sem revisão técnica adequada, criando riscos que só se tornam visíveis quando já resultaram em prejuízos financeiros, conflitos com fornecedores ou questionamentos judiciais.

Para gestores, empresários e equipes de RH, o início do ano deveria ser encarado como um período estratégico para revisão contratual.

Contratos não são documentos estáticos, eles precisam refletir a realidade econômica atual, as exigências legais vigentes e a efetiva execução do serviço ou fornecimento contratado.

Quando isso não ocorre, a empresa se expõe a riscos desnecessários.

Neste artigo, destacamos os três erros contratuais mais comuns no início do ano e explicamos como a assessoria jurídica especializada pode ajudar a evitá-los, fortalecendo a segurança e a governança empresarial.

Por que o início do ano exige atenção redobrada aos contratos?

O começo do ano concentra uma série de fatores críticos:

  • Reajustes inflacionários e renegociações comerciais;
  • Renovação automática de contratos de prestação de serviços;
  • Alterações na legislação trabalhista, tributária e de proteção de dados;
  • Revisão de orçamento e planejamento estratégico;
  • Troca de fornecedores ou reestruturação interna.

Quando os contratos não acompanham essas mudanças, passam a operar em descompasso com a realidade da empresa.

O resultado são cláusulas desatualizadas, obrigações desproporcionais, riscos regulatórios e conflitos contratuais.

Erro 1: Manter contratos desatualizados com valores e condições do ano anterior

Um dos erros contratuais mais recorrentes é manter contratos vigentes com valores, prazos e condições que não refletem mais a realidade econômica do novo ano.

Principais problemas desse erro

  • Reajustes automáticos aplicados sem critério técnico;
  • Valores defasados ou excessivamente onerosos;
  • Índices de correção inadequados ou não previstos;
  • Obrigações desproporcionais entre as partes;
  • Cláusulas financeiras incompatíveis com o planejamento atual da empresa.

Além do impacto financeiro, contratos desatualizados podem gerar questionamentos jurídicos, especialmente quando uma das partes se sente prejudicada ou surpreendida por cobranças inesperadas.

Como evitar

A empresa deve realizar uma revisão contratual periódica, preferencialmente no início do ano, avaliando:

  • Necessidade de reajuste ou renegociação;
  • Equilíbrio econômico-financeiro do contrato;
  • Impacto no fluxo de caixa;
  • Aderência ao planejamento estratégico.

O apoio jurídico é essencial para renegociar cláusulas sem comprometer a validade do contrato ou gerar litígios futuros.

Erro 2: Renovar automaticamente contratos sem analisar riscos e desempenho do fornecedor

A renovação automática é comum em contratos de prestação de serviços, tecnologia, terceirização e fornecimento contínuo.

No entanto, renovar contratos sem uma análise criteriosa é um erro que pode custar caro.

Riscos envolvidos

  • Manutenção de fornecedores com baixo desempenho;
  • Serviços que já não atendem às necessidades da empresa;
  • Cláusulas de multa desproporcionais;
  • Dependência excessiva de um único fornecedor;
  • Falta de mecanismos de rescisão ou revisão.

Do ponto de vista jurídico, a renovação automática pode ser interpretada como concordância plena com todas as condições contratuais, inclusive aquelas que já não são vantajosas ou seguras.

Como evitar

Antes de qualquer renovação, a empresa deve:

  • Avaliar a execução contratual do período anterior;
  • Analisar indicadores de desempenho e qualidade;
  • Revisar cláusulas de rescisão, penalidades e prazos;
  • Verificar riscos financeiros, operacionais e jurídicos;
  • Decidir se a renovação é realmente estratégica.

A assessoria jurídica atua de forma preventiva, identificando cláusulas sensíveis e propondo ajustes antes da renovação automática.

Erro 3: Falta de alinhamento entre contratos e exigências legais atualizadas (incluindo LGPD)

Outro erro contratual grave é manter contratos que não acompanham as mudanças legislativas, especialmente em temas sensíveis como proteção de dados, compliance e obrigações trabalhistas.

Impactos desse erro

  • Contratos sem cláusulas de proteção de dados pessoais e sensíveis;
  • Ausência de definição de responsabilidades entre controlador e operador;
  • Falta de cláusulas de confidencialidade atualizadas;
  • Riscos de responsabilização solidária;
  • Descumprimento de normas trabalhistas aplicáveis aos empregados envolvidos na execução do contrato.

Desde a entrada em vigor da LGPD, contratos que envolvem tratamento de dados pessoais e sensíveis precisam prever medidas técnicas, organizacionais e responsabilidades claras.

Ignorar essa exigência expõe a empresa a sanções administrativas e danos reputacionais.

Como evitar

É indispensável revisar contratos para:

  • Adequar cláusulas à LGPD;
  • Alinhar obrigações legais atualizadas;
  • Revisar responsabilidades sobre dados de clientes, fornecedores e empregados;
  • Atualizar cláusulas de confidencialidade, auditoria e compliance.

A revisão jurídica garante que o contrato esteja alinhado com a legislação vigente e com a realidade operacional da empresa.

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O papel da assessoria jurídica na prevenção de erros contratuais

A assessoria jurídica especializada não atua apenas na resolução de conflitos, mas principalmente na prevenção. No contexto contratual, isso significa:

  • Revisar contratos antes de renovações;
  • Identificar cláusulas de risco;
  • Adequar contratos à legislação atual;
  • Apoiar renegociações estratégicas;
  • Alinhar contratos às práticas de governança corporativa;
  • Reduzir passivos e litígios futuros.

Conclusão

Os erros contratuais cometidos no início do ano podem comprometer resultados, gerar conflitos e criar passivos jurídicos evitáveis.

Manter contratos desatualizados, renovar automaticamente sem análise e ignorar mudanças legais são falhas comuns, mas que podem ser prevenidas com planejamento e assessoria jurídica especializada.

Ao revisar contratos de forma estratégica, a empresa fortalece sua segurança jurídica, protege seus interesses e constrói bases sólidas para um ano mais organizado e sustentável. Saiba mais sobre assessoria juridica especializada!

Molina Tomaz Sociedade de Advogados
(11) 4992-7531 ou (11) 4468-1297
[email protected]

 

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